Pular para o conteúdo principal

Estava pensando...

Hoje, li a seguinte frase num livro:
"O preço de uma lembrança é a lembrança da dor que ela traz."
Ela me fez pensar. Vivemos correndo riscos, não há planejamento que garanta o sucesso. Mesmo porque, nem tudo depende dos nossos esforços e vontades. As coisas simplesmente acontecem, e a gente não entende muito bem o porquê.
Na verdade, a vida foi feita para os corajosos. Não estou falando apenas dos bem sucedidos, mas daqueles que sabem mergulhar de cabeça naquilo que acreditam e desejam.
Não importa que pareça impossível, também não vem ao caso traumas pessoais. Eles são desculpas e te impedem de ir atrás do que quer.
Sei lá, nunca soube lidar muito bem com arrependimentos. Imagino que seja assim com a maioria das pessoas. É terrível a sensação de fracasso, e a tendência é colocar a culpa em si. Aquela vontadezinha de voltar no tempo e fazer diferente, mudar aqueles detalhes que, por mais bobos que sejam, parecem ter feito toda a diferença.
Independente disso, nunca permiti me dar o benefício da dúvida. Mesmo porque, pra mim, dúvida não é benefício algum.
Nunca quis olhar pra trás e não saber o que poderia ter acontecido se tivesse tentado. Esse sim deve ser um arrependimento doloroso.
Não me considero a pessoa mais corajosa do mundo, muito pelo contrário. Aquelas borboletas no estômago me aparecem nas horas mais desesperadoras.
Ainda assim, o medo de nunca saber a resposta é muito maior.
Se temos que pagar algum preço, melhor fazermos jus, afinal, é do nosso bolso que ele vai sair no final das contas.
Arrisque-se.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Um dia qualquer...

Acordei atrasada porque o despertador não tocou. Levantei rápido e bati com o joelho na quina da cama. Com dificuldade de andar fui tomar banho e só tinha água gelada. Confundi o shampoo com óleo de amêndoa. Minha pasta de dente tinha acabado. Botei a blusa do avesso com a etiqueta aparecendo. Saí de casa e tava chovendo. O ônibus ja tava passando e sai correndo. Perdi o ônibus e tomei um banho do taxista. Peguei engarrafamento na Ayrton Senna, na Avenida das Américas, no Jardim Botânico, na Voluntários e na Praia do Flamengo. Não tinha vaga na rua, paguei 50 reais pra estacionar. Cheguei no trabalho, esqueci o crachá da entrada. Tava com fome, mas tinha reunião na hora do almoço. Derramei café na camisa do chefe. Depois do trabalho voltei pra casa e descobri que me tranquei do lado de fora. Chamei o chaveiro e tive que esperar. Bati na casa do vizinho. Ele tava com os amigos jogando War e me chamou pra entrar. Comecei a ganhar, mas o vizinho ficou puto e espalhou as peças do tabu...

Meu herói usa gravata

Quantas vezes você me salvou. De não cair da bicicleta, de colégios de freira, de ter um mau gosto musical. Quantas vezes você me pegou no colo quando o choro aumentava, quando eu me machucava, quando precisava trocar a fralda. Quantas vezes você torceu por mim nas olimpíadas do colégio, na escolha da carreira, no primeiro emprego e até quando me defendi daquele menino gordinho e maior do que eu na piscina do clube. Admiro seus poderes de ativar a super paciência, desintegrar o cansaço pra andar no shopping e fazer mercado, dos seus dedos multiplicadores de dígitos na conta bancária. Na minha, pelo menos. Também admiro seu super conhecimento sobre todos os assuntos, seu super gosto musical e seu super pão com ovo de manhã. E suas ferramentas? Dezenas de utensílios ultra secretos.   Até hoje não sei para que serve aquele scanner de cartão e nem aquela mesa cheia de botão que ficam no seu Bat-escritório. Vovó falou uma vez de quando você era pequeno e fazia de cont...

Pátria Amada, Brazil.

– Olá. Bem vindo ao Brazil. Posso anotar o seu pedido? – Eu vou querer sustentabilidade, por favor. – Com ou sem hipocrisia? – Com. Pode Caprichar. Sexta eu estava indo para o trabalho quando me deparei com uma cena incomum: um helicóptero sobrevoava baixo e quem estava dentro portava armas enormes e as apontava para fora. Gelei. Apertei o passo. Talvez algum maníaco estivesse a solta. Vai saber. Logo em seguida, para piorar, passaram motos com policiais também armados. Muitas motos, cerca de 15. Pensei que era muito azarada. Quem mandara me atrasar? Se tivesse saído mais cedo, mas agora um maníaco estava próximo. Muito próximo. De repente, vários carros de polícia passaram, todos igualmente armados, com fuzis para fora da janela. Vinham seguidos de carros pretos intercalados aos carros azuis e brancos e de outras motos da polícia que chegavam. Quando pensei que tudo havia acabado, que eles já tinham seguido o percurso, pude então respirar mais leve e andar...